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sexta-feira, 7 de março de 2014

A cor estrutural nos sistemas vivos da Natureza


                               
Para o texto abaixo foi utilizado como referência partes do artigo da Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 35, n° 2, 2301 (2013).

Cores estruturais são aquelas geradas como resultado da interferência construtiva da difraçâo em uma grade ou em estruturas com certa ordenação nanométrica. 
A cor estrutural difere da cor química (encontrada na maioria dos seres vivos) pela ausência de pigmentos, sendo resultado apenas de efeitos óticos superficiais.
Um bom exemplo deste fenômeno são as asas das borboletas que são objetos de investigação há longo tempo como se pode observar no texto abaixo.
O fascínio pelas cores das asas das borboletas remonta à antiguidade.
Os gregos foram os primeiros a registrarem essa admiração e debruçam-se nesse assunto já no quarto ou quinto século antes de Cristo, descrevendo as asas das borboletas como uma estrutura constituída de complexas redes de minúsculas escamas sobrepostas. Dai o nome cientifico desses insetos como
“lepidópteras“, fusão de “lepis” (escama) com “pteron” (asa) .

As lepidópteras constituem em uma grande diversidade de grupos taxonômicos com cerca de 180.000 espécies classificadas em 127 famílias.
As lepidópteras (ai incluídas as mariposas) representam cerca de 15% de todos os insetos conhecidos e, segundo dados da Embrapa, no Brasil em torno de 3.500 espécies de borboletas já foram catalogadas, sendo que destas 57 encontram-se em processo de extinção.

Os padrões e cores presentes nas asas de uma borboleta não constituem apenas de alterações para um mimetismo defensivo ou simples camuflagem.

Estudos têm identificado funçôes complexas de comunicações nessas configuraçôes, que alteram, muitas vezes sutilmente, para sinalizar a presença de predadores ou o reconhecimento de espécies e a atração para o acasalamento, ou para indicarem a simples presença de alimentos em determinados locais
As asas das borboletas são os melhores exemplos de geração de cores estruturais e com o advento da microscopia, o detalhamento dessas estruturas permitiu elevar o conhecimento do fenômeno assim como com o recentemente avanço da nanotecnologia, as primeiras reproduções artificiais dessas estruturas foram obtidas com potenciais aplicações em diversos campos.
A cor estrutural é, em princípio, um efeito puramente físico e presente em diversos organismos na natureza.
Há certa controvérsia sobre as primeiras descrições da ótica desse fenômeno.
Alguns autores atribuem a Robert Hooke, físico e matemático britânico, com base em sua publicação de 1665 na qual descreve as alterações de colorações em penas de aves .
                            
                                                pavão
Outros atribuem a Newton o primeiro registro documental das cores estruturais .
O que se sabe ao certo é que ambos trocaram correspondência sobre os princípios do fenômeno o qual foi inicialmente designado como "cor superficial".
A terminologia "cor estrutural", hoje adotada, foi cunhada por Lord Rayleigh em 1919.

Vale dizer que a cor estrutural difere da cor química, pois esta é proveniente de pigmentos que são compostos que absorvem através de suas ligações químicas, parte do espectro da luz visível incidente, refletindo a fração não absorvida ou frequências geradas a partir da excitação de elétrons nos orbitais superiores em um intervalo de comprimentos de onda que caracteriza a cor visualizada.
Em animais, e ai incluem os serem humanos, os pigmentos que caracterizam a cor da pele são denominadas melaninas.
As melaninas também são estruturadas em base fenólicas e se polimerizam em pequenos grânulos não superiores a 0,7 _m uniformemente distribuídos sobre a cútis.
Seres com deficiência de pigmentação são chamados albinos.

Difração de grade ou grating equation

O desenvolvimento teórico do princípio de difração por grade foi desenvolvido em 1913, confirmando os dados obtidos experimentalmente o que levou Bragg a receber o Nobel de Física em 1915.

Veja a Lei Bragg    aprenda a usa-lá com a applet do site da                    www.if.ufrgs.br/tex/fis01101/home.html e veja aula no www.youtube.com/watch?v=nLKUPwqoFas‎
                         
                                               equação (5)

A Eq. (5) é conhecida em inglês como grating equation, algo como "equação de grade" ou de "rede" em analogia a uma grade de difração e estabelece a condição de espalhamento de uma radiação incidente conforme teorizado por William L. Bragg para planos de refração espaçados a uma distância regular (d) entre si e próxima ao comprimento da onda incidente.
A importância da equação de Bragg é que esta relaciona o espaçamento entre os pontos da rede, em nosso caso as lamelas, com os ângulos de difração (_i) e a comprimento de luz refratada (λ).

Olhando esta situação como uma radiação policromática incidente (luz branca, por exemplo), temos a condição da Fig. 8, na qual o observador enxerga tons ou matizes diferentes para diferentes ãngulos.
Esse fenômeno é facilmente observável ao inclinarmos um CD de
                                 

policarbonato em diversos ângulos com relação ao observador, que se comporta como uma rede de difração, refletindo diferentes comprimentos de onda em diferentes direções decorrentes das difrações que se dão nas minúsculas trilhas de gravação presentes na superficie do disco.
              
                     
                                                       Figura 8 

4. Aplicações nanotecnológicas bio-inspiradas

Os melhores exemplos de aplicação prática dos conceitos de cor estrutural na confecção de dispositivos são os empregados na preparação de cristais fotônicos.
Os cristais fotônicos são estruturas tridimensionais Periódicas, normalmente de materiais cerâmicos, dispostos de forma a configurar uma malha 

                                    
nanométrica com cavidades definidas a semelhança de uma colméia . 

A matriz e as cavidades podem ser intercaladas com meios de diferentes índices de refração, resultando em um sistema com a capacidade de atuar
                                     

sobre os fótons incidentes, confinando ou limitando a propagação da luz em seus diversos meios.
Na natureza as opalas apresentam estas configurações.

                       
                              
                                                Opalas
Esse arranjo estrutural permite assim, ao variar as distancias ou propriedades de cada meio, controlar e manipular do fluxo de luz possibilitando a confecção de guias óticos, ideais para a fabricação de fibras

                 

ou microchips capazes de transmitir grandes capacidades de dados .
A aplicação desses cristais na confecção de lentes, membranas ou tintas que alteram a coloração já foram propostos.
A indústria japonesa foi, contudo, a primeira a utilizar os conceitos da cor estrutural e produzir nanoestruturas escalonadas baseadas nas asas das borboletas.
Por técnicas de evaporação e deposição, camadas de SiO2 (dióxido de silício) foram crescidas em trilhas com espaçamentos variados, gerando efeitos diversos sob a incidência de luz .
Embora as justificativas para essas réplicas tenham sido inicialmente descritas como recursos para estudos óticos, configurações similares levaria a confecção de estruturas totalmente absorvedoras ou geradoras de reflexões incoerentes. Estas são as bases das chamadas superfícies "invisíveis".
O uso militar dessa tecnologia é evidente, principalmente para o desenvolvimento das tintas que tornariam superfícies não detectadas por radares.
O efeito de "aprisionamento" de radiação já foi testado com o objetivo foi elevar a eficiência de células solares. Para tanto lamelas de TiO2 (dióxido de titânio) crescidas por deposição coloidal, seguindo padrões geométricos observados na
                                    
                                       

                                                Papilio paris

espécie Papilio paris  indicaram, que a reprodução de uma estrutura invertida das asas dessa borboleta eleva a incidência de radiação na base vítrea coletora.
A geração de cor intensa, como o verde, foi recentemente conseguida pela universidade de Cambridge na Inglaterra ao reproduzir em laboratório a

                                       
                                              Papilo blumei
                                            
 estrutura encontrada nas asas da borboleta do tipo Papilo blumei.
Esta nanoestrutura foi conseguida pela formação de lamelas por deposição alternada de nanopartículas de titãnio e alumino sob uma superfície polimérica.
O resultado foi um efeito visual semelhante ao verde típico da Papilo blumei e foi indicada pelos autores como tecnologia ideal para a estampagem de células de dinheiro ou ingressos, as quais seriam quase impossíveis de falsificação.
A indústria têxtil japonesa Teijin Fiber Ltd, já tem em sua linha de produção tecidos a base de fibras de poliéster, de espessuras de 700 nm, regularmente espaçadas e trançadas.

A disposição das fibras foi inspirada na asa da borboleta Blue Moprho e

                                          
                                 
recebeu o nome comercial de Nanofront c .
Esta malha apresenta coloração viva intensa e é indicada, segundo o fabricante para efeitos de sinalização.
Seriam ideais para a confecção de jaquetas ou uniformes de alta visibilidade, assim como revestimento de capacetes de motociclista com alta refletividade de luz incidente.
Esses, sem dúvida, são apenas alguns exemplos das possibilidades que a reprodução da cor estrutural permite.
Com o avanço das técnicas de manipulação em nanoescala inúmeras outras aplicações certamente serão vislumbradas.

                        
                         

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A natureza e as tecnologias do futuro


             Polypterus senegalus


"O nome Bichir vem de um dialeto derivado do árabe, dado pelos egípcios a estranhos peixes parecidos com dragões que habitavam as margens do poderoso Rio Nilo. Pronuncia-se algo como “bi’rrír”. A origem da palavra árabe, entretanto, é obscura. "[http://nomarprofundo.blogspot.com.br/2009/08/polypterus-peixe-bichir.html]

   Texto de Francis Bacon

"“Meu elogio será dedicado a própria mente. A mente é o homem, e o conhecimento é a mente; um homem é apenas aquilo que ele sabe. (......) Não são os prazeres da afeição maiores que os prazeres dos sentidos, e não são os prazeres do intelecto maiores que os prazeres das afeições?. 

Não se trata, apenas, de verdadeiro e natural prazer do qual não há saciedade?. Não é só esse conhecimento que livra a mente de todas as pertubações?. 
Quantas coisas existem que imaginamos não existirem?. 
Quantas coisas estimamos e valorizamos mais do que são?. 

Essas vãs imaginações, essas avaliações desproporcionadas, são as nuvens dos erros que se trasformam  nas tempestades das pertubações. 

Existirá, então, felicidade igual a possibilidade da mente do homem elevar-se acima da confusão das coisas onde ele possa ter uma atenção especial com a ordem da natureza e o  erro dos homens?. 

Existirá apenas uma idéia de deleite, e não de descoberta?. 
De contentamento e não de beneficio?. 
Será que não devemos perceber tanto a riqueza do armazém da natureza quanto a beleza de sua loja?. 

Será estéril a verdade?. 
Não poderemos, através dela, produzir efeitos dignos e dotar a vida do homem com uma infinidade de coisas úteis?".” Francis Bacon (1561-1626)    

Technology and Innovation Futures

            UK Growth Opportunities for the 2020s– 2012 Refresh

Biomimetic materials imitate nature. The aim is to understand how nature produces a useful structure or function and then artificially reproduce it. The underpinning idea is that evolution has caused plants and animals to become highly efficient. Well-known examples include basing designs on the structure of seashells, imitating the skin of dolphins for boat hulls, and water-repellent paint based upon the surface of lotus flowers. 
Polymer-based solar cells inspired by photosynthesis in plants are another example. Interdisciplinary approaches are required to understand and then exploit such properties.
Military scientists are attempting to recreate the properties of the scales of the grey birchir, an African freshwater fish, to produce a material that can withstand penetrating impacts yet remain light and flexible enough for dynamic movement, for application in a bulletproof T-shirt. 
Elsewhere, aerospace engineers at the University of Bristol are mimicking the healing processes found in nature to create aircraft that mend themselves automatically during flight.
 Imitating how a scab stops bleeding, a hardening epoxy resin is released from embedded capsules to seal cracks and restore a plane’s structural integrity. 
Researchers are also working with a manufacturer of aerospace composites to develop a system in which the healing agent moves around a plane as part of an integrated network. There are at present, concerns about the weight and cost of these technologies. 

Tecnologias e inovações futuras – Reino Unido - crescimento                
                  e  oportunidades para 2020 – 2012 – relembrar.

Materiais biomiméticos imitam a natureza. 
O objetivo é entender como a natureza produz uma estrutura útil ou funcional e então reproduzir isso artificialmente.

A idéia ligada a isto é que a evolução natural tenha transformado plantas e animais tornando-os altamente eficientes.

Bem conhecidos exemplos que incluem desenhos baseados na estrutura de conchas do mar, imitação da pele de delfins para casco de barcos, e tintas
                                                     
                                   
                                   flor de lótus

impermeáveis à água baseadas na superfície da flor de lótus 

Polímeros para células solares inspirados na fotossíntese de plantas são outro exemplo. Aproximações interdisciplinares são requeridas para entender e então explorar essas propriedades. 

Cientistas militares estão tentando recriar as propriedades da escama do



                                    Senegal birchir

The Gray Birchir, um peixe africano de águas doces / rios, para produzir um material que pode suportar impactos de penetração e ainda continuar com estrutura leve e flexível o suficiente para movimentos dinâmicos, para aplicação em camisetas à prova de balas.

Em outro caminho, engenheiros aeroespaciais na universidade de Bristol estão imitando o processo de restauração encontrado na natureza para criar aeronaves que reparam a si mesmas automaticamente durante o vôo. 

Imitando a maneira, como uma camada de cicatrização (a coagulação do sangue sobre um ferimento) pára um sangramento, uma resistente resina epóxi é solta de cápsulas embutidas para selar (fechar) rachaduras e restaurar a integridade estrutural de uma aeronave.

Pesquisadores também estão trabalhando com um fabricante de componentes para aeronaves no intuito de desenvolver um sistema no qual um agente de restauração movimenta-se ao redor da aeronave como parte de uma rede integrada de trabalho.
Existe, a preocupação, sobre o peso e o custo destas tecnologias.

2.3(14) Bioinspired sensors 

The diverse range of sensors found in nature may be categorised as mechanical (flow, vibration, force, angular rate, tactile and acoustic), electromagnetic (visual and infrared radiation, electric field and magnetic field) and chemical (gustation and olfaction). Emerging understanding of their working, together with the development of new materials and fabrication processes, increasingly allows the realisation of devices that exploit the principles underlying biological sensors without necessarily copying exactly the natural structures. Thus, bioinspired sensors should be carefully distinguished from biosensors. 
The emergence of bioinspired sensing as a separate discipline has been reflected in the growth in the number of journals and conferences wholly or largely focused on bioinspired sensing. 
Much current bioinspired research has arisen from the vision and flight systems of insects and is related to autonomous vehicle research. MEMS-fabricated arrays of artificial hairs inspired by the cerci of crickets have demonstrated sensitive, directionally discriminating airflow sensors. 
An insect eye-based, ultra-wide, field-of-view optical sensing system accurately detect and image distant targets has been developed, and image-processing techniques, inspired by the relatively low neuron numbers used in insect vision systems, are being developed. The microscopic eye of Xenospeckii was the inspiration for BAE’s revolutionary new imaging system, ‘Bug Eye’, for missile-tracking applications. Polarimetric and multispectral imaging systems have been developed for the detection of difficult targets and are bioinspired in the sense that they mimic the imaging systems of insects and mantis shrimp. Other notable achievements include biomimetic strain sensors inspired by the campaniformsensilla of insects developed for space applications. Many organisations now have established research programmes pursuing bioinspired sensors, and dedicated research laboratories are beginning to be established.

Sensores baseados na biologia

As diversas variedades de sensores encontrados na natureza podem ser classificados como mecânicos (fluxo, vibração, força,  variação angular, tátil e acústicos ), eletromagnéticos (visual e de radiação infravermelha, campo eletrico e campo magnético) e químico (gustação e olfato) .

Conhecimentos emergentes de como trabalham, junto com o desenvolvimento de novos materiais e processos de fabricação permitiram aumentar a capacidade de realização de dispositivos que exploram os princípios intrínsecos dos sensores biológicos sem copiar necessariamente suas estruturas naturais.

Assim, sensores inspirados na biologia podem ser cuidadosamente distinguidos dos biosensores.

A urgência de sensoreamento bioinspirado como uma disciplina separada tem sido refletida no crescimento no número de jornais e conferencias completamente ou largamente focada em biosensoreamento. 

Muitas correntes de pesquisas com sensores bioinspirados,tem crescido a partir dos sistemas de visão e vôos dos insetos, e são relatados para pesquisa em

                    


veículos autônomos. MEMS (micro-electro-mechanical system) - fabricado com matriz de pêlos artificiais

                                                         
  inspirados no  apendice tátil do grilo tem se demostrado sensível, e com   discriminada  direcionalidade como sensor de fluxo de ar.
                  
                              Uma breve definição para MEMS

"Microelectromechanical systems (MEMS) are very small devices or groups of devices that can integrate both mechanical and electrical components."

Sistema microeletricomecanico (MEMS) são pequenissimos dispositivos ou gruposs de dispositivos que podem integrar simultaneamente componentes mecanicos e elétricos.

Um olho baseado em inseto, ultra grande, campo de visão e sistema sensorial óptico de  acurada detecção e enquadramento de imagem distante tem sido desenvolvido, e técnicas de processamento de imagens, inspirados nos relativos baixos números de neurônios usados pelos sistema de visão dos insetos, estão sendo desenvolvidos.

O microscópico olho de Xenospeckii foi inspiração para BAE`s revolucionario novo sistema de imagens ‘Bug Eye’, para aplicação de localização de mísseis.

Sistemas de imagens polarimetricas e espectrais tem sido desenvolvidos, para a detecção de alvos difíceis e são bioinspirados no sensor que eles imitam dos


                        
           
                                              camarão louva - deus

sistemas de imagens de insetos e do  camarão louva-deus.

"Esses animais podem enxergar até 120 mil cores isso porque eles podem ver 12 cores primarias.
Nossos olhos possuem três tipos desses receptores — que respondem à luz azul, verde e vermelha —, que nos permitem perceber o espectro de cores que vemos. Os cães contam com apenas dois tipos de cones (verde e azul), e é por isso que eles vêm tons de azul, verde e um pouco de amarelo. Já as borboletas possuem cinco tipos de cones, o que significa que elas conseguem enxergar cores que o nosso cérebro é incapaz de processar."
 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Camarão-louva-a-deus)

Outra notável e importante descoberta biomimetica , inclui sensores de

                                        
esforço inspirados por the campaniform sensilla de insetos desenvolvidos para aplicações espaciais.

                                    The campaniform sensilla

Insects and other arthropods are able to receive, and respond to, numerous different types of mechanical stimuli.
 These include touch, air currents, sound, gravity, and deformations of body regions which can either be brought about by external forces or by self-produced movements. 
Mechanical stimuli serve a number of different purposes. Sound receptors, for example, are
involved in intraspecific communication (e.g., the song of crickets) as well as avoidance of predators (e.g.,moths avoiding bats) or certain parasites (e.g., caterpillars avoiding wasps); air current receptors are involved in alarm behavior (filiform hairs on the cerci of crickets and cockroaches) as well as prey detection (trichobothria of spiders); touch receptors (bristles) report direct mechanical contact, but are also involved in regulation
of body position (hair plates in the neck region of bees and flies); passive mechanical deformations are measured by campaniform sensilla within the cuticle and by scolopidial organs inside the body: the same sensory organs are used for the regulation of movement and
locomotion; and certain sensilla are used to detect gravitational forces (club-shaped organs on the cerci of crickets). Finally, mechanosensitive cells record when taste organs touch the substrate. This list could be extended. (THOMAS A. KEIL
Arbeitsgruppe Kaissling, Max-Planck-Institut fur Verhaltensphysiologie, D-82319 Seewiesen, Germany )             


                                      The campaniform Sencilla
                                            (um sistema sensitivo)

Insetos e outros artropódes são abilitados para receber, e responder a inúmeros e diferentes tipos de estímulos mecânicos. 
Nestes estão incluídos toque,  correntes de ar, som, gravidade, e deformações das regiões do corpo que podem ser trazidas por forças externas ou por movimentos próprios.
Os estímulos mecânicos servem a inúmeros propósitos: Receptores de som, por exemplo, são envolvidos em intrínseca comunicação ex: o som dos grilos, também como, para evitar predadores ex: mariposas evitando morcegos, ou certos parasitas ex. lagartas evitando vespas; receptores de corrente de ar estão envolvidos nos alarmes de comportamento (pêlos filiformes nos orgãos sensíveis de grilos e baratas) assim como, na detecção de presas / caça (trichobothria de aranhas); receptores de toque (cerdas) que comunicam contato mecânico direto, mas estão também envolvidos na regulação da posição do corpo (camadas de pêlos na região do pescoço das abelhas e moscas); deformações mecânicas passivas são medidas por campainform Sencilla entre a cutícula e os órgãos scolopidiais dentro do corpo: os mesmos órgãos sensores são usados para a regulação dos movimentos e locomoção, e certos sensilla são usados para detectar forças gravitacionais (órgãos em  grupos como os órgãos de sensibilidade tátil no grilos) .
Finalmente, células mecanossensitivas gravam quando órgãos gustativos tocam as substâncias. Esta lista pode ser extendida.      
                         
Muitas organizações tem agora, programas estáveis de pesquisa procurando sensores bioinspirados, e laboratórios dedicados a pesquisa estão começando a ser estabelecidos.